Bem-Estar
A traiçoeira benevolência da ignorância produz um efeito hipnótico de bem-estar efêmero que logo se desfaz quando somos confrontados com um problema real, sério demais para ser ignorado. Nestes momentos, exaurido o verniz da conveniência, nossa inclemente realidade amplifica as nossas dúvidas e silencia nossos propósitos vazios, tornando as adversidades que enfrentamos ainda mais intoleráveis (Peterson; Jordan, 2018, p. 270).

O conceito evocado por Peterson encontra paralelo no livro de Provérbios escrito há mais de dois mil anos, que em seu capítulo 1, verso 32, já nos alertava:
Os néscios são mortos por seu desvio, e aos loucos a sua impressão de bem-estar os leva à perdição.
É muito comum encontrarmos neste livro milenar conceitos e preceitos hoje confirmados por estudos nos campos da psicologia e da psiquiatria, como no caso mencionado.
Talvez, com fundamento na sabedoria milenar e na pesquisa científica, nos fosse útil perguntar a nós mesmos se não há bem-estar que atualmente não esteja levando-nos à “perdição”. Não?
